segunda-feira, 9 de maio de 2011

Como sinto você?

Como uma leve carícia...
que enche meu coração vazio e cansado da dor...
um toque sutil e fresco que me leva aos mais lindos sonhos.
Você surge na minha mente, como uma imagem agradável, meiga, gostosa de se olhar.
Em seus olhos profundos, me remeto ao infinito de todas as fantasias possíveis e imagináveis a uma pessoa.
Quanto sinto a textura de sua pele, a maciez de seu toque e o calor de suas mãos, todo o meu corpo se arrepia de prazer, de satisfação. Me sinto preenchida, cheia de vida e de gosto pela vida.
Como sinto você? É difícil dizer...
Olhando para você ainda fico um pouco constrangida em dizer certas coisas, pois elas vêem do fundo de minha alma.
O arrepio de prazer, o gosto pela vida, o estar cheia, o sentir o gosto do amor na boca, o cheiro... tão perto e tão gostoso, tão perto..... e tão longe....
Que vontade tive de tocar seu rosto, de pegar suas mãos, de abraçar seu corpo e sentir as batidas do seu coração de forma que pudesse contá-las.
A sensação de sentir a textura e o calor das suas mãos, é algo assim... indescritível, posso sentir seu calor entrando em meus poros, como o calor do sol, e me sinto então plena e aquecida.
Quando você fala, o som de sua voz tem o poder de penetrar no meu peito, e então, além de ouvir, posso sentir sua voz, assim como uma vibração constante e rítmica, que faz meu coração bater com maior ou menor intensidade.
Como sinto você?
Só sinto você.
Não tenho ilusões, nem ansiedades, tudo está muito calmo dentro do meu ser, nem mesmo esses sentimentos tão profundos, que às vezes me levam às lágrimas, conseguem me fazer triste ou mesmo agitada.
Me mantenho calma e serena.
A paixão, segundo convenções, seria uma coisa agitada e stressante. Esse sentimento que meu coração abriga não pode assim ser classificado... não sei que nome poderia dar, amor? amizade? miragem? Não sei.
Só sei que sinto e sinto muito profundamente, muito levemente.
O arrepio em meu corpo não é apenas prazeroso, é calmo, sereno, gostoso, como um mar sem ondas, me sinto cheia como que saciada de fome e sede.
Você me alimenta, me revigora a cada semana.
Ah! se pudesse.... o veria todos os dias para permanecer nesse "ESTADO DE GRAÇA".
Me cativou, é fato.
Mas não sinta-se responsável, pois ao contrário do que diz Fernão Capelo Gaivota, em seu livro "O pequeno príncipe", eu digo: Não se sinta responsável, pois me deixei ser cativada.
Eu sinto, eu gosto. E me permito sentir e viver este momento esplendoroso da minha existência.
Como sinto você?
Gastaria mil folhas e não terminaria de descrever como sinto você.

Escrito às 21:30 hs do dia 20/06/2000 por NILCÉIA REGINA PARADELLA

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