Quantos momentos de solidão,
enorme é a dor no coração.
Sinto saudades, de você...de mim...
O carinho, o afeto, o amor oferecido que sempre cai no vazio...
se perde...me perde....te perde.
Tamanha frustração me inunda, quando percebo tal vazio cai meu amor. Sem proveito, sem uso, abandonado.
Sinto...cresço...e ainda assim me tomo toda de amor.
Amor que sai pelos poros, pelos olhos... pela boca discorre...
Pelos gestos se apercebe. Na discriminação se perde. Na visualização morre, se vai...
Condenada pelo corpo, pela sociedade, abandonada me sinto,
sozinha me encontro, com meu amor, com minha dor...lancinante...angustiante, tão intensa quanto o amor.
Sufoco meus gemidos no calor da minha cama...
onde todos os dias me aconchego com meu amor, com minha dor, e sem você, caminho do meu amor.
Você que anciosamente espero, um dia ao menos ter seus abraços, seu cheiro e seu calor.
Em suas mãos então, passeio gostosamente.
Ao som da sua voz danço a mais lindas das danças.
Tão perto, quase posso tocá-lo, coragem me falta, e na volta,
me sinto um pouco mais aquecida, querida.
Até que, novamente percebo, que realidade mesmo é o vazio, o abismo onde cai todo meu amor, trazendo a minha dor, minhas saudades, saudades de mim, Nilcéia viva, amada, querida....choro então, de dor no coração.
E peço a Deus, meu pai maior, coragem me dê, para não me deixar esquecer... que amo....amo tão profundamente, que chega a doer. Amo com todos os meus sentidos, e esta é na verdade, a minha maior e mais linda marca...amar.
Escrito em 28/08/2000 às 21:30 horas por NILCÉIA REGINA PARADELLA.
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