segunda-feira, 18 de julho de 2011

TURBILHÃO DE SENTIMENTOS

 Na vida, desde o nosso nascimento, experimentamos um turbilhão de sentimentos e levamos tempo para decifrá-los.
Muitas vezes nos perguntamos como seria bom ter a juventude somada à maturidade e sabedoria da velhice. Pergunta essa que hoje sei não ter fundamento, porque, como acredito, Deus nos colocou nesse mundo para aprender, chegar o mais perto da perfeição do bem.
O bem que deve ser o pilar da nossa vida, das nossas decisões, dos nossos pensamentos. E o bem? O bem é o maior desafio que Deus nos colocou à frente. Ser bom o tempo todo. Quem consegue? Ser bom quando se é ofendido, ser bom quando se é humilhado, ser bom ao ser xingado, rechaçado, quem consegue, em sã consciência, fazer isso. Se existe alguém nesse mundo que consegue, é mentira.
Por isso estamos aqui, vivemos a dificuldade do nascimento, o desconhecido.        Logo vem a infância alegre que precede a adolescência conturbada e rebelde, quando nada tememos e tudo nos é possível.
E aí sim, quando estamos no auge da força física e saúde, somos brindados com o envelhecimento, que chega rasteiro, lento, nos impondo limites desconhecidos (assim como era no nascimento), porém nos traz a maturidade e sabedoria que nos ensinará a conviver com esses limites, para isto importante será as escolhas que faremos na juventude. Essas escolhas nos permitirão ao longo da vida, descobrir se merecemos envelhecer.



Escrito por: Nicéia Regina Paradella
Ás 20:23 horas de 18/07/2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

TODOS SOMOS UM

Na janela de um quarto qualquer...
a visão de uma cidade noturna, litorânea.
Cidade acesa, linda...
Em cada luz uma casa, um bar, uma igreja, o que for, em cada luz há alguém.
Somos muitos quase todo o tempo.
Estamos entre muitos, irmãos, amigos, colegas de trabalho, marido, mulher, namorado ou namorada.
Somos muitos...... e somos somente um...
Nascemos um, vivemos um dentre muitos, e assim morremos: um.
Não temos ninguém e de ninguém somos.
Apenas somos de nós mesmos.
Amamos?
Não... Somos egoístas demais para amar.
Queremos... desejamos.... gostamos de estar juntos algumas vezes...
Nos acomodamos nas situações que não atrapalham.
Amamos?
Não... mas não deixamos de ter pequenos momentos de prazer gostoso.
Convivemos, isso sim, somos animais racionais e instintivos, precisamos conviver, conversar, tolerar algumas vezes, para nos sentirmos vivos e participantes de uma sociedade organizada...amada? Jamais.
Somos um, apenas um.
Porque se dissermos que amamos será apenas para justificar o que ganhamos, e para condenar à prisão deste sentimento, aqueles que "amamos".
Ah! sim. Porque amar é libertar, é viver o amor com doação, sem preço, sem ganhos...
Mas somos mesquinhos. "eu te amo se tu me agradas", " se fazes o que quero"... Grande engano achar que isso á amar.
Olho essa linda cidade e imagino quantos não estarão agora, sentindo essa solidão.
Solidão do abandono, do não querer saber, solidão de não ouvir o telefone tocar e alguém perguntar: tudo bem?, como estás?, ou apenas dizer: pensei em você, estou com saudades, posso te ver?.
A solidão de um afago nos cabelos, um abraço quente, um beijo cúmplice.
Ouço pássaros cantando, os carros buzinando, as sirenes tocando, muita gente na rua, mas...
toda a gente? Apenas um.
Somos apenas um, nunca seremos dois em um, mas apenas...um.
Poderíamos amar verdadeiramente, se não fôssemos egoístas demais querendo troca.
Amar é doação, é fazer o bem e com isso se sentir bem,
é dar prazer.... e sublimar com isso, é no momento ímpar do gozo, transcender juntos.
Amar é infinitamente, amar, amar, amar.............................
 Este poema foi escrito por mim: Nilcéia Regina Paradella, EM 01/12/2006, num momento de muita dor de uma solidão sem resposta, que hoje em 25/04/2011 completando 47 anos de idade compreendo que a resposta é DEUS, só com Ele não estamos sozinhos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

DESABAFO DE UMA FILHA

Liberdade...
Tão sonhada liberdade...
Querida e esperada liberdade...
Chega e se instale.
Com responsabilidade quero tê-la, preciso de ti...
Me sinto cansada, cansada de ajeitar as coisas...
de minimizar problemas.
Sempre precisando correr, trabalhar, buscar...
Estou cansada, desanimada, triste, desiludida.
Como você sabe destruir o bem estar, o bom humor.
Você faz aparecer cansaço...
de sempre tentar acertar, ultrapassar limites, porque?
Porque preciso fazer sempre mais?
Porque preciso esperar que você reconheça, que perceba?
perceba que sou muito mais do que você me fez.
Fico tentando mostrar a dureza, a força que você acha e diz que tenho.
E no entanto, você me critica, desfaz das minhas coisas, despreza o meu esforço.
É como se ficasse a espreita, pronta para jogar por terra todas as minhas vitórias, diminuindo-as, menosprezando-as.
Que droga de necessecidade é essa que você tem, de me fazer sentir que o que eu faço é sempre pouco, que eu tenho que fazer muito mais.
Droga! você sofreu, chorou, trabalhou, lutou, mas não foi só por mim, você tinha muito mais para alimentar, dar estudo, cuidar.
Eu? tenho que pagar a vida toda pelas suas lágrimas, pelo seu sofrimento, sua luta. Tudo isso foi consequência de suas escolhas.
Me deixe lutar a minha luta... me deixe viver a minha vida e não a sua. Cuidar dos meus como eu posso e não como você quer. 
Quer que eu dê aos meus filhos além do que posso e muito mais do que você me deu.
Ah! Deus, misericórdia, dai-me forças e coragem para não mais aceitar isso.
Me ajude, arranque do meu peito este sentimento de eterna dívida, uma dívida que só aumenta, cujos juros se multiplicam.
Preciso saldar essa dívida e começar a viver.
Preciso me libertar de você... arrancar, mesmo que sangre, de dentro de mim, esta necessidade de mostrar que eu posso, que eu aprendi a lição tão bem ensinada por você, de que jamais tenho qualquer problema, e se tenho, preciso superá-los a qualquer custo. Que não posso ter problemas, tenho que ser autosuficiente, que droga! ninguém é, nem mesmo você.
Todos precisam um do outro, o homem não foi feito para viver só, senão jamais lhe seriam concedidos tantos sentimentos, tantas paixões.
Ah! meu querido, meu anjo, penso tanto em você nesses momentos, seu abraço me traria tanto conforto. Seu calor, seu cheiro, sua voz, como me alimenta, me sustenta.
Como gostaria de estar chorando estas lágrimas, agarrada ao teu peito, porque você consegue me dar a única coisa que me falta de verdade, PAZ.
Os sentimentos tão bonitos que consigo ter, são o que me fazem criar forças para continuar tentando, trabalhando minha autoestima, procurando ultrapassar obstáculos, criando a verdadeira força que preciso ter, que é a de amar puramente, sem medo, sem receio de me entregar e viver o que de bom me aparece.
É o que sinto por você, que me faz continuar, querer me libertar, mesmo que a você não importe, não tenha valor, mesmo que não te desperte para mim, ainda assim, é um dos sentimentos mais forte que fazem morada em meu coração.
Você achou que eu precisava repensar, se ainda não amava aquele que tanto me maltratou, e descobri que aproveitei este momento difícil para me encontrar. Tenho que admitir, ainda amo aquele que tanto me maltratou, simplesmente porque não amo o mal que me fez, mas o amo.
Não tenho dúvidas de que vou me libertar dessa cruel cobrança de juros, Deus me mandará créditos suficientes para sanar essa dívida e finalmente poder ser eu, pagar as minhas dívidas, colher o que planto e não o que você plantou.
Ainda acredito no amor, será ele que me libertará dessas amarras, desse nó tão bem apertado, mas que por ser nó pode ser desfeito.
Deus jamais me abandona, por isso peço forças para não desanimar, para ter coragem de dizer NÃO!, não permito que viva minha vida.

Escrito em 19/10/2000 às 00:35horas por NILCÉIA REGINA PARADELLA

DESABAFO

segunda-feira, 9 de maio de 2011

VOCÊ, MEU ANJO.

SOLIDÃO....SAUDADES...

Quantos momentos de solidão,
enorme é a dor no coração.
Sinto saudades, de você...de mim...
O carinho, o afeto, o amor oferecido que sempre cai no vazio...
se perde...me perde....te perde.
Tamanha frustração me inunda, quando percebo tal vazio cai meu amor. Sem proveito, sem uso, abandonado.
Sinto...cresço...e ainda assim me tomo toda de amor.
Amor que sai pelos poros, pelos olhos... pela boca discorre...
Pelos gestos se apercebe. Na discriminação se perde. Na visualização morre, se vai...
Condenada pelo corpo, pela sociedade, abandonada me sinto,
sozinha me encontro, com meu amor, com minha dor...lancinante...angustiante, tão intensa quanto o amor.
Sufoco meus gemidos no calor da minha cama...
onde todos os dias me aconchego com meu amor, com minha dor, e sem você, caminho do meu amor.
Você que anciosamente espero, um dia ao menos ter seus abraços, seu cheiro e seu calor.
Em suas mãos então, passeio gostosamente.
Ao som da sua voz danço a mais lindas das danças.
Tão perto, quase posso tocá-lo, coragem me falta, e na volta,
me sinto um pouco mais aquecida, querida.
Até que, novamente percebo, que realidade mesmo é o vazio, o abismo onde cai todo meu amor, trazendo a minha dor, minhas saudades, saudades de mim, Nilcéia viva, amada, querida....choro então, de dor no coração.
E peço a Deus, meu pai maior, coragem me dê, para não me deixar esquecer... que amo....amo tão profundamente, que chega a doer. Amo com todos os meus sentidos, e esta é na verdade, a minha maior e mais linda marca...amar.

Escrito em 28/08/2000 às 21:30 horas por NILCÉIA REGINA PARADELLA.

Como sinto você?

Como uma leve carícia...
que enche meu coração vazio e cansado da dor...
um toque sutil e fresco que me leva aos mais lindos sonhos.
Você surge na minha mente, como uma imagem agradável, meiga, gostosa de se olhar.
Em seus olhos profundos, me remeto ao infinito de todas as fantasias possíveis e imagináveis a uma pessoa.
Quanto sinto a textura de sua pele, a maciez de seu toque e o calor de suas mãos, todo o meu corpo se arrepia de prazer, de satisfação. Me sinto preenchida, cheia de vida e de gosto pela vida.
Como sinto você? É difícil dizer...
Olhando para você ainda fico um pouco constrangida em dizer certas coisas, pois elas vêem do fundo de minha alma.
O arrepio de prazer, o gosto pela vida, o estar cheia, o sentir o gosto do amor na boca, o cheiro... tão perto e tão gostoso, tão perto..... e tão longe....
Que vontade tive de tocar seu rosto, de pegar suas mãos, de abraçar seu corpo e sentir as batidas do seu coração de forma que pudesse contá-las.
A sensação de sentir a textura e o calor das suas mãos, é algo assim... indescritível, posso sentir seu calor entrando em meus poros, como o calor do sol, e me sinto então plena e aquecida.
Quando você fala, o som de sua voz tem o poder de penetrar no meu peito, e então, além de ouvir, posso sentir sua voz, assim como uma vibração constante e rítmica, que faz meu coração bater com maior ou menor intensidade.
Como sinto você?
Só sinto você.
Não tenho ilusões, nem ansiedades, tudo está muito calmo dentro do meu ser, nem mesmo esses sentimentos tão profundos, que às vezes me levam às lágrimas, conseguem me fazer triste ou mesmo agitada.
Me mantenho calma e serena.
A paixão, segundo convenções, seria uma coisa agitada e stressante. Esse sentimento que meu coração abriga não pode assim ser classificado... não sei que nome poderia dar, amor? amizade? miragem? Não sei.
Só sei que sinto e sinto muito profundamente, muito levemente.
O arrepio em meu corpo não é apenas prazeroso, é calmo, sereno, gostoso, como um mar sem ondas, me sinto cheia como que saciada de fome e sede.
Você me alimenta, me revigora a cada semana.
Ah! se pudesse.... o veria todos os dias para permanecer nesse "ESTADO DE GRAÇA".
Me cativou, é fato.
Mas não sinta-se responsável, pois ao contrário do que diz Fernão Capelo Gaivota, em seu livro "O pequeno príncipe", eu digo: Não se sinta responsável, pois me deixei ser cativada.
Eu sinto, eu gosto. E me permito sentir e viver este momento esplendoroso da minha existência.
Como sinto você?
Gastaria mil folhas e não terminaria de descrever como sinto você.

Escrito às 21:30 hs do dia 20/06/2000 por NILCÉIA REGINA PARADELLA